Infraestrutura de carregamento EV frota elétrica MBS Itajaí SC
Mobilidade Elétrica · Jun 2026

Frota elétrica: como planejar a infraestrutura de carregamento EV para sua empresa

Por Max Batista — Diretor MBS Soluções Industriais · Itajaí/SC

A transição para frotas elétricas avança rapidamente no Brasil — BYD, Volvo, BMW e Haval já oferecem veículos elétricos competitivos para uso comercial. Mas muitas empresas chegam ao momento de instalar os carregadores sem nenhum planejamento elétrico prévio, e aí os custos e prazos explodem. Este guia mostra como fazer o planejamento correto desde o início.

Passo 1: levantar o inventário da frota

Antes de comprar qualquer carregador, é preciso saber com o que você está trabalhando:

  • Quantos veículos precisam ser carregados por noite (ou por turno)
  • Capacidade da bateria de cada modelo (kWh)
  • Autonomia diária média de cada veículo (km percorridos por dia)
  • Janela de carregamento disponível (quantas horas o veículo fica parado)

Com esses dados, calcula-se a potência mínima de carregamento necessária para recarregar cada veículo na janela disponível.

Exemplo prático: Um veículo leve com bateria de 60 kWh e 80% de descarga diária precisa repor 48 kWh. Com 8 horas de janela, são necessários no mínimo 6 kW de potência — compatível com um wallbox Nível 2 de 7,4 kW.

Passo 2: avaliar a infraestrutura elétrica existente

O maior erro no planejamento de infraestrutura EV é não verificar a capacidade do transformador e do quadro geral de distribuição antes de instalar os pontos de carregamento. Cada wallbox de 7,4 kW adiciona uma carga significativa ao sistema — e 10 wallboxes em paralelo representam 74 kW, o equivalente a um pequeno galpão inteiro.

A avaliação deve incluir:

  • Capacidade do transformador (kVA disponível)
  • Demanda contratada com a distribuidora (kW)
  • Carga instalada atual (iluminação, equipamentos, climatização)
  • Capacidade dos disjuntores do quadro geral

Passo 3: escolher o tipo de carregador

Existem três níveis de carregamento:

  • Nível 1 (tomada comum 127/220V): 1,4 a 2,3 kW — adequado para carregamento residencial eventual, não recomendado para frotas
  • Nível 2 (wallbox dedicado): 7,4 a 22 kW — padrão ideal para frotas com recarga noturna; bom equilíbrio entre velocidade e custo
  • DC Fast Charge: 50 a 350 kW — para casos onde a janela de carregamento é curta ou a frota inclui veículos pesados

Passo 4: implementar gestão de carga

Em frotas com múltiplos pontos de carregamento, a gestão de carga (load management) é essencial para evitar ultrapassagem de demanda — que pode triplicar o valor da conta de energia. O sistema distribui a potência disponível entre os carregadores de forma inteligente, priorizando os veículos com menor carga e respeitando o limite contratado com a distribuidora.

Economia real: Um sistema de gestão de carga bem dimensionado pode evitar o upgrade do transformador — que custa entre R$ 80.000 e R$ 200.000 — apenas otimizando a capacidade já existente.

O que a documentação técnica deve incluir

Para aprovação da concessionária e das seguradoras, a instalação precisa de:

  • Projeto elétrico detalhado com cálculo de carga e dimensionamento de cabos
  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do engenheiro responsável
  • Memorial descritivo dos equipamentos instalados
  • Laudo de aterramento e SPDA quando aplicável

Planejar a infraestrutura EV com antecedência evita custos imprevistos e garante que sua frota elétrica esteja operacional desde o primeiro dia. Entre em contato com a MBS para um dimensionamento gratuito.

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